Por que o comunicado de imprensa e a gestão de imprensa ganham força na era da IA

Durante anos, o comunicado de imprensa foi declarado morto mais de uma vez. Foi rotulado como obsoleto, unidirecional ou pouco atrativo diante do crescimento das redes sociais, do branded content e dos formatos audiovisuais. No entanto, algo mudou. Em plena expansão da inteligência artificial generativa, o comunicado de imprensa e a gestão profissional de imprensa não apenas recuperaram relevância, como se tornaram peças estratégicas-chave para a visibilidade, a reputação e a credibilidade das marcas.

A razão é simples, embora não seja evidente à primeira vista: as IAs precisam de fontes confiáveis, estruturadas e verificáveis. E é aí que o jornalismo e as práticas tradicionais de imprensa voltam a ocupar um papel central. O que antes servia para informar jornalistas, hoje também alimenta motores de IA que constroem respostas, comparações e recomendações para milhões de usuários.

Nesse novo cenário, as empresas que entendem como funciona a lógica algorítmica e combinam tecnologia com critério editorial saem na frente. Especialmente aquelas que trabalham em conjunto com uma agência de comunicação com visão estratégica e regional.

O retorno silencioso (mas poderoso) do comunicado de imprensa

Longe de desaparecer, o comunicado de imprensa se transformou. Já não é apenas um texto institucional enviado por e-mail, mas um ativo informativo que circula, é replicado, indexado e se torna referência.

Hoje, ele cumpre várias funções ao mesmo tempo:

● Informa os veículos de mídia tradicionais.

● Gera conteúdo confiável para buscadores e motores de IA.

● Organiza a narrativa oficial de uma marca.

● Garante rastreabilidade pública e verificável.

Em um ambiente saturado de opiniões, posts efêmeros e conteúdo gerado automaticamente, o comunicado volta a oferecer algo escasso: clareza, fonte e contexto.

Qual é o papel dos comunicados de imprensa para os motores de IA

Os motores de inteligência artificial generativa não inventam informações do zero. Eles analisam grandes volumes de dados e priorizam conteúdos que atendem a determinados critérios: estrutura clara, linguagem informativa, coerência e origem confiável.

Nesse sentido, os comunicados de imprensa cumprem um papel fundamental porque:

1. Apresentam a informação de forma organizada
Título, subtítulo, corpo do texto, citações, contexto. Uma estrutura que a IA compreende e processa com facilidade.

2. Estão associados a fontes identificáveis
Empresas, porta-vozes, instituições, datas e locais específicos.

3. Reduzem a ambiguidade
Diferentemente de um post em redes sociais, o comunicado define o que aconteceu, por que aconteceu e qual é o seu alcance.

Por isso, quando uma marca publica comunicados claros e consistentes, aumenta suas chances de ser citada ou utilizada como referência em respostas geradas por IA.

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Por que as IAs priorizam fontes jornalísticas

Um dos grandes mitos é acreditar que as IAs se alimentam principalmente de blogs, fóruns ou redes sociais. Na prática, os modelos de linguagem costumam atribuir maior peso a conteúdos jornalísticos, institucionais e acadêmicos.

As razões são várias:

Credibilidade histórica: os veículos de comunicação seguem padrões editoriais, processos de checagem e têm responsabilidade legal.

Contexto e profundidade: uma matéria jornalística explica, não apenas menciona.

Persistência ao longo do tempo: os artigos permanecem disponíveis, indexados e passíveis de citação.

Quando um comunicado de imprensa conquista espaço na mídia, esse conteúdo ganha uma segunda vida: deixa de ser apenas uma mensagem corporativa e passa a integrar o ecossistema informativo que as IAs consideram confiável.

É por isso que a gestão de imprensa volta a ser uma ferramenta estratégica — não apenas reputacional, mas também algorítmica.

Como a gestão de imprensa impacta a visibilidade algorítmica

A visibilidade algorítmica já não depende apenas do SEO técnico. Hoje, ela é profundamente influenciada pela autoridade informativa. E essa autoridade é construída, em grande parte, por meio da imprensa.

Uma boa gestão de imprensa permite:

● Posicionar a marca como fonte especialista em seu setor.

● Associar seu nome a determinados temas ou desafios.

● Gerar menções consistentes em veículos relevantes.

● Construir um acervo público de informações verificáveis.

Para uma agência de comunicação, esse cruzamento entre imprensa, reputação e algoritmos redefine o trabalho do dia a dia. Já não se trata apenas de “aparecer na mídia”, mas de aparecer bem, com propósito e de forma coerente.

Em mercados como o latino-americano, onde convivem veículos tradicionais fortes e uma digitalização acelerada, essa estratégia se torna ainda mais valiosa.

O novo valor do comunicado: de ferramenta tática a ativo estratégico

Na era da IA, um comunicado bem elaborado pode:

● Ser citado por um jornalista.

● Ser indexado por buscadores.

● Ser utilizado como fonte por um motor de IA.

● Ser reaproveitado internamente pela marca.

Isso exige repensar sua redação. Já não basta um texto formal e genérico. Hoje, são necessários comunicados que expliquem, contextualizem e ofereçam valor informativo real.

As marcas que entendem isso não publicam comunicados “por obrigação”, mas como parte de uma narrativa consistente e contínua.

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Erros comuns ao usar comunicados de imprensa hoje

Apesar desse novo impulso, muitas empresas ainda cometem erros que limitam o impacto de seus comunicados:

1. Textos excessivamente promocionais
A IA e os jornalistas identificam rapidamente o tom publicitário.

2. Falta de contexto
Informar o que aconteceu sem explicar por que isso importa reduz a relevância.

3. Incoerência entre mensagens
Comunicados que contradizem outros conteúdos da marca enfraquecem a credibilidade.

4. Publicar sem estratégia de distribuição
Um comunicado que ninguém lê não constrói autoridade.

5. Negligenciar a linguagem
Frases vazias, tecnicismos desnecessários ou falta de clareza jogam contra.

É aqui que o papel de uma agência de comunicação na América Latina se torna fundamental: adaptar mensagens aos contextos locais sem perder a coerência regional, além de contar com uma base sólida de contatos e um relacionamento próximo com jornalistas e editores.

Boas práticas de imprensa para a era da IA

Para aproveitar esse novo cenário, vale seguir algumas boas práticas:

● Pensar o comunicado como conteúdo informativo, não como anúncio.

● Incluir citações reais e contribuições relevantes de porta-vozes ou especialistas.

● Cuidar da estrutura e da clareza da mensagem.

● Alinhar comunicados, entrevistas e conteúdos digitais.

● Trabalhar o relacionamento com a imprensa de forma contínua, não reativa.

A imprensa já não é apenas um canal; ela faz parte do ecossistema de dados que define como uma marca é percebida, resumida e explicada pela inteligência artificial.

FAQs: perguntas frequentes sobre imprensa e inteligência artificial

Os comunicados de imprensa continuam relevantes?
Sim. Mais do que nunca. Hoje, cumprem um papel informativo essencial para a mídia e para os motores de IA.

A gestão de imprensa ajuda no posicionamento digital?
Sim. Ela fortalece a autoridade e a visibilidade algorítmica da marca.

As IAs “leem” comunicados de imprensa?
Não “leem” como humanos, mas processam e priorizam informações estruturadas e confiáveis.

Vale a pena trabalhar imprensa com uma agência especializada?
Sim, especialmente para garantir coerência, qualidade editorial e alcance local e regional.

A imprensa substitui o marketing digital?
Não. Elas se complementam. Juntas, potencializam reputação e visibilidade.

Quando a informação volta a importar

A inteligência artificial não eliminou a necessidade de comunicar melhor — ela a tornou ainda mais evidente. Em um ambiente onde respostas são geradas em segundos, as marcas que oferecem informações claras, confiáveis e bem geridas são as que conseguem se destacar.

O comunicado de imprensa e a gestão de imprensa não são relíquias do passado. São ferramentas renovadas que, quando bem utilizadas, fortalecem reputação, visibilidade e credibilidade na era da IA. Para empresas que buscam construir uma presença sólida e sustentável, trabalhar esses ativos em conjunto com uma agência de comunicação já não é uma opção: é uma decisão estratégica.

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